130 anos de Villa-Lobos, uma celebração

O Toriba é o hotel mais musical de Campos do Jordão!
        O programa Toriba Musical, do hotel, tem sempre nos finais de semana uma diversificada programação musical, incluindo recitais de piano clássico, música de câmara, música lírica, jazz e música brasileira.
        Em Julho, quando a cidade recebe a 
48ª edição do FestivalInternacional de Inverno, o Toriba intensifica a agenda musical para seus hóspedes e para os clientes de seus restaurantes Pennacchi e Toribinha.

130 anos de Villa-Lobos, uma celebração – A programação musical oferecida pelo Toriba ao longo do mês de Julho reveste-se de especial importância: é integralmente dedicada à música de Heitor Villa-Lobos, celebrando a passagem dos 130 anos de nascimento do nosso maior compositor.
        Serão seis concertos, com músicos de primeiríssima qualidade da cena brasileira, cobrindo as principais áreas da produção do compositor: música vocal, música de câmara, música para piano, música para violão. Só não será focalizada sua produção orquestral. A direção musical é de Antonio Luiz Barker, pianista e diretor artístico do programa Toriba Musical.
        Além dos seis concertos, o evento contará também com a exibição de filmes – 
"Villa-Lobos: Uma Vida de Paixão""Villa-Lobos por uma soprano" e "O Índio de Casaca"
        Vale acrescentar que o Hotel Toriba mais uma vez participa do programa 
"Amigo do Festival", iniciativa da Fundação Osesp, confirmando assim seu engajamento com o projeto cultural mais importante de Campos do Jordão e, mais do que isso, o maior e mais importante festival de música clássica da América Latina.

HEITOR VILLA-LOBOS

Nascido no Rio de Janeiro em 5 de Março 1887 – data em que, desde 2009, se comemora o Dia Nacional da Música Clássica –, Heitor Villa-Lobos foi considerado, ainda em vida, o maior compositor das Américas.
        É dono de uma obra monumental. Escreveu cerca de 1.200 composições e sua importância reside, entre outros aspectos, no fato de ter reformulado o conceito brasileiro de nacionalismo musical, tornando-se seu maior expoente. Foi, também, através de seu trabalho, que a música brasileira se fez representar em outros países, culminando por se universalizar.
    
    Villa-Lobos vivia e transpirava música por todos os poros. Revolucionário, suas composições misturam o erudito com canções populares e tradicionais brasileiras.
    
    Sua produção musical, cobre um período de mais de cinquenta anos, sendo que uma de suas fases mais inventivas foi a década de 1920. Foi quando revelou seu avançado nacionalismo modernista, quando audaciosamente rompe com diversos padrões da Música Erudita para situar-se entre os criadores mais originais de seu tempo.
    
    É desse período a série de "Choros", conjunto de 16 obras para diferentes instrumentações que é uma espécie de retrato musical do Brasil. Através delas o compositor recria o gênero musical, apresentando como principal característica a combinação de diversas tradições nacionais e populares a partir de um tratamento modernista e experimental.        Morreu em 17 de novembro de 1959, aos 72 anos. Desde então sua música vem conquistando crescente autonomia e é cada vez mais valorizada, no Brasil e em todo o mundo.

A programação – Os concertos do evento "Toriba, Villa-Lobos 130 Anos"acontecem sempre na Sala da Lareira, no prédio principal do Toriba – um amplo salão decorado pelos maravilhosos afrescos de Fúlvio Pennacchi e no qual brilha, ao centro, um piano Steinway.

  • Sábado, 1 de Julho, 19 horas
QUARTETO AMABILE
(Juan Rossi e Flávio Geraldini, violinos; Bruno Almeida, viola; Gustavo Lessa, violoncelo)

P R O G R A M A - Obras de Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
  • Quarteto de cordas nº 1
    • Cantilena
    • Brincadeira
    • Canto lírico
    • Cançoneta
    • Melancolia
    • Saltando como um saci
  • Bachianas Brasileiras nº 4, 1. Prelúdio (Introdução) – redução para quarteto de cordas
  • Quarteto de cordas nº 11
    • Allegro non troppo
    • Scherzo (vivace)
    • Adagio - Andante - Adagio
    • Poco andantino (quasi allegro)

Sobre o programa: 
Villa-Lobos tem 17 quartetos de cordas, e não chegou a terminar um 18º que estava escrevendo em 1959, ano de sua morte. O compositor praticamente inaugurou entre nós a escrita de quartetos, antes deles foram poucos os que se dedicaram à formação. O Quarteto Nº 1 é de 1915; o último, o Nº 17, é de 1957. Em outras palavras, Villa-Lobos se dedicou aos quartetos por mais de 40 anos, durante todos os seus períodos criativos. Assim, pode-se dizer que estes são o seu "testamento" musical: é o conjunto de composições que melhor mostra a evolução de seus estilos e de sua personalidade musical. Neste programa, dois dos quartetos. O primeiro da série, obra com sabor da juventude; e o Nº 11 (de 1947, embora estreado apenas em 1953), aquele que é o primeiro de seus quartetos maduros, marcados pelo rigoroso equilíbrio dos quatro movimentos e pela alternância de motivos estilísticos populares do Brasil e formatos temáticos que dialogam com a traição europeia.


  • Sábado, 8 de Julho, 19 horas
LUCIANA BUENO, mezzo soprano e MARIA ZÉLIA MARÃO, piano

P R O G R A M A - Obras de Heitor Villa-Lobos (1887-1959). Textos anônimos, de origem popular, exceto quando indicado
  • O anjo da guarda - Serestas, nº 2
  • Canção do carreiro - Serestas, nº 8
  • Cantiga do viúvo - Serestas, nº 7
  • Xangô (Canto de macumba) - Canções típicas brasileiras, nº4
  • Estrela é luz nova (Fetechista) - Canções típicas brasileiras, nº 5
  • Food for thought - da opereta Magdalena [Texto Robert Wright e George Forrest]
  • Dança (Martelo), Bachianas Brasileiras Nº 5, 2º movimento [Texto Manuel Bandeira]
  • Papae curumiassú (Canção de rede)
  • Sete vezes [Texto de Dora Vasconcellos]
  • Melodia sentimental - de A Floresta do Amazonas [Texto de Dora Vasconcellos]
  • Viola quebrada (Toada caipira) [Texto de Mário de Andrade]

Sobre o programa:
Peças vocais, com acompanhamento de piano e de diversas outras formações instrumentais, sempre estiveram presentes na vida musical de Villa-Lobos. É uma canção sua primeira obra catalogada – de 1899, ele com apenas 12 anos –, "Os sedutores - Cançoneta". Grande parte de suas canções foi inspirada na música folclórica brasileira, indígena e afro-brasileira, mas são muitas também as suas canções eruditas brasileiras, com texto de grandes poetas. Neste programa, uma visão panorâmica de toda essa produção.


    • Sábado, 15 de Julho, 19 horas
    MARIA FERNANDA KRUG, violino, MARIANA AMARAL, violoncelo eANTONIO RIBEIRO JUNIOR, piano
    P R O G R A M A - 
    Obras de Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
    • Sonata Fantasia Nº 1 "Désespérance" – violino e piano
    • Capriccio – violoncelo e piano
    • O canto do cisne negro – violino e piano
    • Ária (Cantilena), Bachianas Brasileiras Nº 5, 1º movimento – violino e violoncelo
    • Melodia sentimental - de A Floresta do Amazonas – violino e piano
    • Choros (Bis) – violino e violoncelo
                
    Sobre o programa:
    Villa-Lobos escreveu música de câmara para diversas formações. Se durante toda uma fase inicial suas obras revelam uma linguagem de sonoridade francesa, a partir de certo momento o compositor passa a trabalhar com temáticas nacionais, demonstrando a força de sua criatividade. Neste programa, sempre em duos, um ligeiro apanhado da música de câmara villalobiana de diversos períodos, de 1913 (a sonata "Désespérance") a 1958 ("Melodia sentimental").

    • Sexta-feira, 21 de Julho, 19 horas 
    PEDRO SPERANDIO, piano

    P R O G R A M A - Obras de Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
    • Bachianas Brasileiras Nº 4 - 1. Prelúdio (Introdução)
      • Hommage à Chopin
        • Noturno
        • Ballada
      • Suíte Floral
        • Idílio na rede
        • Uma camponesa cantadeira
        • Alegria na horta
      • Valsa da dor
      • Quatro cirandas
        • Nº 4, O cravo brigou com a rosa
        • Nº 6, Passa, passa gavião
        • Nº 11, Nesta rua, nesta rua
        • Nº 14, A canoa virou
          • A Lenda do Caboclo
          • Ciclo Brasileiro
            • Impressões seresteiras
            • Festa no sertão
            • Dança do índio branco

          Sobre o programa: 
          Villa-Lobos cedo despertou para a realidade cultural do Brasil, dividida entre a arte popular e a imitação da arte erudita realizada em países europeus. E acabou por criar uma música de alma brasileira a partir desses dois universos. Sua obra pianística é especialmente rica no que diz respeito composições escritas a partir de temas populares (por ele mesmo pesquisados em viagens pelo País inteiro). Mas em muitas delas, acrescente-se, o compositor vai muito além da simples reelaboração dos motivos e investe na invenção de uma escrita original e desafiadora. Neste programa, uma série de peças com foco especialmente na temática popular.

          • Sábado, 22 de Julho, 19 horas
          LUCAS GONÇALVEZ, piano

          P R O G R A M A - Obras de Heitor Villa-Lobos (1887-1959)

          • Brinquedo de roda
            • Tira o seu pezinho
            • A moda da carranquinha
            • Uma, duas angolinhas
            • Os três cavalheiros
            • Garibaldi foi à missa
            • Vamos todos cirandar
          • Carnaval das Crianças
            • O ginete do Pierrozinho
            • O chicote do diabinho
            • A manhã de Pierrete
            • Os guizos do dominozinho
            • As peripécias do trapeirozinho
            • As traquinices do mascarado Mignon
            • A gaita de um precoce fantasiado
            • A folia de um bloco infantil
          • Duas Cirandas
          • Choros nº 5 "Alma Brasileira"
          • Bachianas Brasileiras Nº 4 - 1. Prelúdio (Introdução)
          • Três peças d'A Prole do Bebê nº2 "Os Bichinhos"

          Sobre o programa:

          Villa-Lobos cedo despertou para a realidade cultural do Brasil, dividida entre a arte popular e a imitação da arte erudita realizada em países europeus. E acabou por criar uma música de alma brasileira a partir desses dois universos. Sua obra pianística é especialmente rica no que diz respeito composições escritas a partir de temas populares (por ele mesmo pesquisados em viagens pelo País inteiro). Mas em muitas delas, acrescente-se, o compositor vai muito além da simples reelaboração dos motivos e investe na invenção de uma escrita original e desafiadora. Neste programa, uma série de peças com foco especialmente na temática popular.

          • Sábado, 29 de Julho, 19 horas 
          GABRIEL FREIRE, violão

          P R O G R A M A - Obras de Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
          • Suíte Popular Brasileira
            • Mazurka-choro
            • Schottish-choro
            • Valsa-choro
            • Gavota-choro
            • Chorinho
          • 12 Estudos para violão
            • Nº 1, Allegro non troppo
            • Nº 2, Allegro
          • Cinco Prelúdios para violão
            • Nº 1, em mi menor
            • Nº 2, em mi maior
            • Nº 3, em lá menor
            • Nº 4, em mi menor
            • Nº 5, em ré maior
          • 12 Estudos para violão
            • Nº 6, Poco allegro
            • Nº 12, Animé

          Sobre o programa:
          Villa-Lobos, que durante seus anos de formação esteve intimamente ligado à cultura popular, especialmente das rodas de choro, abraçou o violão como ninguém antes e o elevou a um patamar então inimaginável. Escreveu uma coleção de peças comparável às grandes séries de estudos para piano ou violino. Seus 12 Estudos, compostos em 1929, são, definitivamente, um divisor de águas dentro da história do violão. Ao mesmo tempo que exploram possibilidades técnicas do instrumento, até então praticamente desconhecidas, expressam uma linguagem marcadamente comprometida com a inovação do discurso musical. O fato é que seus Prelúdios e Estudos são as obras mais populares do violão no século XX, presença obrigatória no repertório de todo e qualquer violonista. Neste programa, uma expressiva visão da produção villalobiana para o violão solo.

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