Na noite gelada de segunda feira assisti ao vídeo do "EUGENE ONEGIN" encenado pelo diretor norueguês Stefan Herheim. Trata-se de uma abordagem totalmente não convencional, em que a ação se inicia pelo final do libreto como se Eugene estivesse rememorando o que aconteceu naquele período de sua vida. Desse modo sua presença em cena é constante. Igualmente Tatiana tem uma doublê que atua em alguns momentos. A abordagem dá ênfase ao que o libreto deixa claro nas falas iniciais de Tatiana e depois na cena da carta.
A encenação também nos apresenta uma cena do baile de aniversário de Tatiana cheia de vida, diferentemente do que costumamos ver no palco e com a presença de representantes de vários momentos da história russa.
Mariss Jansons aborda a partitura com delicadeza realçando a beleza dessa música maravilhosa na qual Tchaikovsky praticamente trabalha com temas que se repetem em posições diversas nas falas dos dois personagens centrais.
Os cantores são excelentes, à exceção do tenor que faz Lenski, cujo timbre não me agrada. Destaque para a dupla Bo Skovus e Krassimira Stoyanova.
Surpreendentemente, a leitura de Mariss Jansons, regente que aprecio, parecia alheia ao que se passava em cena.
Enfim, um "Eugene Onegin" para se analisar calmamente várias vezes.
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