16 de março de 2013

AGNES AYRES (1925-2008)


Meu contato com a arte de Agnes Ayres se deu no final dos anos 1960, quando a vi cantando no Teatro Municipal de São Paulo. 
Muitos anos depois, por força de minha iniciativa em resgatar a memória de Constantina Araujo (1922-1966), sua contemporânea na antiga Rádio Gazeta e no referido Teatro, fui procurá-la em seu apartamento, no Edifício Copan, a fim de colher elementos para inserir uma página na web com dados sobre sua carreira. Acolheu-me gentilmente e passamos bons momentos conversando sobre seu passado musical. 




O problema com as cordas vocais que lhe acometeu no final da vida dificultava o entendimento do que ela narrava, muitas vezes.
Mostrou-me uma fita cassete com a uma gravação de sua apresentação num Rigoletto, na Itália, a qual transcrevi para cd e lhe presenteei.
Certa ocasião comentei com um amigo a respeito da falta de memória que grassa em nossos teatros e, na ocasião, citei o nome de Agnes Ayres que merecia um concerto em sua homenagem no Teatro Municipal de São Paulo.
Ela partiu sem que a homenagem houvesse sido prestada.



Na conversa que mantive com ela,  citou algumas óperas de seu repertório:
(As datas são da estréia no papel)




  • Rigoletto 1945
  • Fosca 1966
  • La traviata 1948

  • Lucia di Lamermoor 1948
  • O Barbeiro de Sevilha 1951
  • La Boheme 1955
  • Lo schiavo 1955
  • O Elixir do amor 1955
  • Don Pasquale 1957


  • Pagliacci 1958


Atuou na Europa, apresentando-se no "Comunale de Florença" em Rigoletto (1948), ao lado de Mario Filipeschi e Aldo Protti; em 1952 , em Gênova.



Foi aluna de Francesco Morino, o mesmo professor de Constantina Araújo, no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e de Arturo de Angelis.




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