Meu contato com a arte de Agnes Ayres se deu no final dos anos 1960, quando a vi cantando no Teatro Municipal de São Paulo.
Muitos anos depois, por força de minha iniciativa em resgatar a memória de Constantina Araujo (1922-1966), sua contemporânea na antiga Rádio Gazeta e no referido Teatro, fui procurá-la em seu apartamento, no Edifício Copan, a fim de colher elementos para inserir uma página na web com dados sobre sua carreira. Acolheu-me gentilmente e passamos bons momentos conversando sobre seu passado musical.
O problema com as cordas vocais que lhe acometeu no final da vida dificultava o entendimento do que ela narrava, muitas vezes.
Mostrou-me uma fita cassete com a uma gravação de sua apresentação num Rigoletto, na Itália, a qual transcrevi para cd e lhe presenteei.
Ela partiu sem que a homenagem houvesse sido prestada.
Na conversa que mantive com ela, citou algumas óperas de seu repertório:
(As datas são da estréia no papel)
- Rigoletto 1945
- Fosca 1966
- La traviata 1948
- Lucia di Lamermoor 1948
- O Barbeiro de Sevilha 1951
- La Boheme 1955
- Lo schiavo 1955
- O Elixir do amor 1955
- Don Pasquale 1957
- Pagliacci 1958
Atuou na Europa, apresentando-se no "Comunale de Florença" em Rigoletto (1948), ao lado de Mario Filipeschi e Aldo Protti; em 1952 , em Gênova.
Foi aluna de Francesco Morino, o mesmo professor de Constantina Araújo, no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e de Arturo de Angelis.







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